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Consórcio fica mais flexível e tende a ser alternativa à renda extra em 2017

Renda futura - Já no viés geral do mercado, com taxas mais brandas e prazos maiores, o consórcio como alternativa viável e interessante à previdência privada começa a "brilhar" aos consumidores que planejam obter uma renda futura para complementar a aposentadoria.

De acordo com Tatiana Schuchovsky Reichmann, diretora-superintendente da Ademilar Consórcio de Investimento Imobiliário, apesar de o produto "servir mais como alternativa de renda extra", as vantagens se destacam.

"Se a pessoa se programa, consegue pagar taxas de administração mais baratas e pegar o dinheiro de forma mais rápida do que nos planos de previdência", identifica a executiva.

As taxas das administradoras estão, atualmente, em uma média de 1,2% ao ano, enquanto a previdência privada varia de 1,45% a 2,85% ao ano.

Ela ainda destaca que, nesse cenário, 60% dos clientes acabam sendo atraídos pela forma de investimento. "A opção vai desde investir em um segundo imóvel e ganhar com aluguel, até a venda de uma cota conservada, com benefícios do ágio. São várias oportunidades", completa Reichmann.

As estimativas do setor em relação ao papel de investimento do produto, por sua vez, mostram-se cada vez mais consolidadas. Segundo uma pesquisa da Abac 62% dos clientes de consórcios planejaram a aquisição de uma cota prevendo renda extra futura.

"Dizer que o produto é uma alternativa à previdência privada é complexo por serem produtos diferentes, mas se o consumidor tem essa consciência e se planeja, ele consegue ter uma visão interessante tanto para investir como em relação ao oferecido pelos planos de VGBL e PGBL", diz Paulo Rossi, presidente da Abac.

Para Cristiane Magalhães, diretora de consórcios do Itaú, porém, o que acontece no setor é a mudança de decisão por parte do consumidor, o que também é visto com bons olhos pelas administradoras.

"O consórcio possibilita essa adaptação. O dinheiro pode ir para onde o cliente precisa e estará aplicado até ser retirado", reforça a diretora.

No segmento, a percepção é de que a falta de confiança dos consumidores frente às incertezas políticas e econômicas deve impulsionar o mercado de consórcio por meio da educação financeira.

"O brasileiro começa a enxergar o produto de forma diferente, exatamente porque quer poupar dinheiro e aprimorar seu financeiro para uma aposentadoria mais confortável. Isso ganha força no setor e deve mostrar resultados positivos em 2017", comenta Augusto, gerente da Realiza.

"Apesar da economia meio obscura, há várias boas notícias permeando o setor de consórcios, o que nos deixa muito confiantes em relação a 2017", conclui Rossi, da Abac.

Fonte: www.abecip.org.br

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